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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Oscar Niemeyer

Traça suas linhas curvas
Na linha do horizonte
Buscando no finito
As linhas do tempo
Que traçam curvas sinuosas
E perigosas.

Mas o arquiteto
Que também é poeta
Traça com palavras
Com traços
Com espaços
Esparsos
O concreto da sintaxe
Na pedra.

O tempo é inexorável
A vida luta contra ele
Mas em vão...
O tempo infinito
E a vida tênue
Mas o arquiteto desliza
Nas curvas que cria
Desafiando o espaço
E o tempo.

O arquiteto
Arrasta-se em seu corpo
Traçando as suas linhas
Na curva sonolenta
Do tempo
Perseguindo o horizonte
Sempre um plano
Uma reta inacabada.

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